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01
12
2019

Alergia Alimentar

No dia 3 de Dezembro, é comemorado o “Dia Internacional dos portadores de Alergia Crónica” tornando-se assim, a altura indicada para falar de alergias alimentares.

Pimeiro, é importante diferenciar uma intolerência de uma alergia. Uma intolerância alimentar caracteriza-se por uma reação adversa, reprodutível, que ocorre após a exposição a um determinado alimento, mas que ao contrário da alergia alimentar não envolve o sistema imunológico.

 

A alergia alimentar é uma reação de saúde adversa que ocorre quando o sistema imunológico reconhece de forma errada um alimento (ou vários) como uma entidade agressora ao organismo.  É uma patologia cuja prevalência e gravidade tem aumentado nos últimos anos, podendo acontecer em qualquer idade  inclusive, já na idade adulta, a um alimento que toda a vida se ingeriu sem qualquer problema e que, pode ocorrer em apenas alguns minutos ou até duas horas após a ingestão, inalação ou contacto da pele com o alimento.

 

Alimentos como o leite, o ovo, o marisco, o peixe, amendoins e frutos de casca rija (por exemplo, noz), a soja e os cereais com glúten, correspondem a 90% das reacções alérgicas alimentares e as manifestações clínica podem variar de moderadas a graves, chegando em certos casos a ser fatais. Os sintomas podem incluir manifestações:

  • Na pele e mucosas (manchas ou pápulas vermelhas na pele com comichão (urticária), inchaço; comichão na boca);
  • Nas vias respiratórias (espirros, comichão nos olhos ou lacrimejo, tosse, chiadeira no peito, dificuldade em respirar, asma);
  • No intestino (vómitos, diarreia, cólica abdominal);
  • E no sistema cardiovascular (choque anafilático, menos frequente mas mais grave).

 

Com base na história clínica e num diagnóstico correto é possível adaptar a dieta às necessidades alimentares, através da evicção alimentar – a eliminação do alergénio da alimentação. A eliminação do alergénio implica, portanto, a não ingestão de todos os alimentos que o contêm.

É importante garantir que a alimentação e a ingestão de nutrimentos não fica comprometida como consequência da evicção alimentar, devendo ser consumidos outros alimentos nutricionalmente equivalentes, mas que não contenham o alergénio sendo por isso, de extrema importância o acompanhamento por parte de um Nutricionista.

 

Fontes:

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