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Fome Emocional

08.05.2020

Cada escolha que fazemos, até mesmo as que parecem não ter importância, geram consequências que nos acompanham na vida. Por isso, é fundamental que cada escolha seja feita de forma consciente, pois ela irá definir o nosso percurso bem como a sua qualidade. E isso aplica-se em todos os contextos da nossa vida (social, emocional, pessoal, profissional), que acabam por determinar direta ou indiretamente o contexto/ambiente alimentar, seja de que forma for.

 

A quem é que nunca apeteceu um guilty pleaseur no formato de batatas fritas, bolachas de pacotes ou chocolates?

Quem é que nunca se deixou tornar mais ou menos emocional com o stress, a ansiedade ou com o trabalho?

 

Antes de responder a estas perguntas, comece por entender o que é a fome!

1.      Saiba diferenciar a fome física da fome emocional

  • A fome física/real é uma necessidade fisiológica, que surge de forma gradual e paciente englobando vários tipos de comida conscientes (aquela sensação de estômago colado às costas).
  • A fome emocional é quando a mente nos pede inconscientemente alimentos que o organismo não necessita, aparecendo de forma repentina e específica para um determinado tipo de alimentos ocorrendo geralmente, associada a emoções e sentimentos negativos/ de culpa.

2.      Saiba identificar os gatilhos da fome emocional

Sempre que nos damos conta de que estamos a comer de forma desnecessária e/ou impulsiva devemos tentar perceber o que pode estar a causar isso.

  • Como são as suas horas de sono? (não só na quantidade, mas também na sua qualidade).
  • Faz uma correta hidratação ao longo do dia?
  • Qual a qualidade da alimentação diária (Ex: passa muito tempo sem comer e/ou as suas refeições não são completas e equilibradas, ou será que sente uma vontade de comer para compensar algo mais?).
  • Como lida com as suas emoções e qual o seu estado de espírito em geral? (Ex: stress, ansiedade, nervosismos, medo, depressão). O que é que o deixa assim? (Ex: trabalho, saúde, família, rotinas em casa, um desgosto, etc).
  • Contactou com cheiros, alimentos que lhe fazem lembrar alguém/algo de infância ou situação específica? (Ex: alimentos que despoletam uma emoção de conforto).
  • Sente que existe algum vazio por preencher na sua vida?
  • Faz algum tipo de exercício físico?

 

3.       Saiba quais as consequências e impactos desta

Quando existem estes gatilhos, a pessoa pode tornar-se refém da comida por repetição do hábito. Quantas mais vezes ele é repetido, mais ele se fortalece e tende a tornar-se um comportamento automatizado.

  • O pensamento perdido por 100, perdido por 1000 leva à perda de motivação, confiança, esforço, dedicação e compromisso consigo próprio.
  • Tudo isto traz consequências: baixa autoestima (falta de confiança, tristeza, depressão), aumento do peso corporal, aumento da massa gorda e consequentemente, aumento das complicações de saúde.

4.      Saiba que estratégias adotar para combater a fome emocional

Evite procurar conforto na alimentação e a entrar numa espiral de desespero e conforto inconsciente e sob a qual não tem controle.

  • Procure antes perceber quais as outras soluções disponíveis e ao seu alcance para além da de satisfazer esse impulso: ir dar um passeio, falar com um amigo, praticar exercício físico, passear o cão, tomar um banho relaxante, ouvir música e/ou ver um filme. Procure as alternativas que funcionam para si.
  • Não crie restrições alimentares. Tenha uma relação saudável com os alimentos. Eles não devem ser um conforto, mas sim uma fonte de saúde. Não crie compulsões. Seja livre, responsável, consciente e a sua melhor versão. A comida na sua forma tranquila e natural, tem um efeito completamente diferente em nós, física e psicologicamente.

 

Resta apenas desafiá-lo(a) a dar um grande passo. O passo da consciencialização. Encare de frente as situações que para si são gatilhos identificando-as assim como, descrevendo as emoções que estas lhe trazem e ainda, definindo estratégias/compromissos concretos e fáceis de colocar em prática caso essas situações ocorram e para que as possa contornar sem dificuldade nem stress acrescido.

 

Valide as suas intenções e seja o mais verdadeiro(a) consigo mesmo(a). Valorize a sua força interior e vontade de mudança.

 

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