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2019

Marcha rápida ou corrida lenta. Qual o melhor para atingir objetivos? – Um artigo Men’s Health por Pedro Pinteus

Na corrida, há quem faça maratonas, tenha médias de velocidade incríveis e supere os supostos limites da capacidade humana. Mas nenhum feito se consegue sem treino nem evolução e é mesmo por aí que queremos começar.

A todos os que creem que correr não é para si, nada como começar por baixo. Hoje 10 minutos, amanhã já serão 15. Para uns, a estratégia é esta: focar no tempo. Outros, optam por se focar na distância corrida. Então e a forma como se corre? Para responder a esta questão, a Men’s Health falou com Pedro Pinteus, diretor técnico do Clube VII, em Lisboa.

Ao especialista, fomos bastante diretos e colocamos a questão: marcha rápida ou corrida lenta, o que é melhor? Uma única pergunta que tem necessariamente de ser introduzida com outras questões como ‘porquê’ ou ‘para quem’. É que “a decisão deve ser tomada em função do objetivo e das condições músculo-articulares em que o indivíduo se encontra”, diz-nos Pedro Pinteus. Assim, o primeiro passo deve ser o de ver junto de especialistas qual a sua própria condição física no momento em que pretende iniciar um programa de atividade física, seja de corrida ou outro.

Objetivos semelhantes a cada um dos casos

Se é intensidade que o seu médico, fisiologista ou personal trainer aconselha, a corrida será a resposta mais imediata, contudo, “quer a marcha quer a corrida conseguem servir outros objetivos comuns”, aponta o especialista, que dá como exemplo a resistência cardiovascular. Esta é “uma capacidade física que revela melhorias em qualquer uma das atividades referidas”. Por outras palavras, “ambas permitem reduzir o peso”.

A questão é… quanto tempo tem?

Diz o diretor técnico do Clube VII que “a marcha rápida pode ser tão efetiva quanto uma corrida lenta”. Há que garantir “movimentos vigorosos dos membros superiores e inferiores durante um período de 30 a 60 minutos a uma velocidade que garante uma frequência cardíaca de valores entre os 55-65% da frequência cardíaca máxima”. Deste modo, o resultado passará por melhorias cardiovasculares e redução de peso. Assim, “o fator ‘tempo disponível’ pode ajudar na decisão”, conclui o especialista.

Igualmente correto será optar pela marcha numa fase em que tem menos prática e resistência e só depois passar à corrida. Isto porque a probabilidade de aguentar mais tempo a marchar rápido sem interromper o treino é maior.

Assim que se sentir bem à vontade nesta primeira fase, deve sim optar pela corrida lenta que permite um maior gasto energético, quando comparado com o mesmo tempo de treino em marcha. Tal justifica-se principalmente pelo aumento mais rápido de frequência cardíaca, o que obriga a uma redobrada atenção ao próprio aparelho locomotor.

“assegura-se uma maior retenção à prática de exercício pela via do prazer do que pela do sofrimento”

Mais rápido? Mais cuidados

“A corrida, por possuir caraterísticas distintas da marcha, obriga a outro tipo de cuidados”, aponta Pedro Pinteis. Para começar, “possui uma fase aérea e consequente impacto na receção do pé no solo”. “Isto faz com que haja um impacto sobre a nossa estrutura, quer a nível da articulação tibiotársica, joelho, anca ou coluna vertebral”. Tudo isto aumenta à medida que a velocidade da corrida também aumenta.

Assim, e de forma a prevenir, o especialista alega que “há que assegurar que estas articulações não sobre nenhum problema – antes da corrida – que possa ser agravado com o referido impacto”. Em segundo lugar, qualquer treino de corrida deve ser complementado com um treino de força. Tal vai permitir “trabalhar as musculaturas que envolvem as referidas articulações, assegurando assim a sua integridade”.

Em suma, o melhor é…

…o exercício com o qual o praticante se sente realizado e feliz, diz-nos Pedro Pinteus; “a questão psicológica também tem peso na decisão; Pedir a alguém que realize atividades de que não gosta ou com a qual não se sente confortável pode convidar ao abandono precoce.

Dito isto, entre a marcha e a corrida, “ambos podem ser eficazes para melhorar a nossa capacidade aeróbica ou perda de peso”. O que mais importa é que sejam praticados de forma prolongada e com prazer.

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